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Adriano Schmidt

Anotações sobre roteiro, cinema, séries e comédia

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The Anatomy of Story – Chapter 10 – Scene Construction and Symphonic Dialogue (Construção de Cena e Diálogo Sinfônico) – Resumo

Posted on 10/02/201910/02/2019 by adrianoo

Observação: Fiz um resumo em português do livro “The Anatomy of Story” do “John Truby”. Este é apenas um capítulo, veja o resumo dos outros capítulos em: The Anatomy of Story – John Truby – Resumo

Constructing the Scene (Construindo a cena)

O início da cena deve mostrar sobre o que ela é, e ela deve ir afunilando até onde a palavra ou frase mais importante é dita por último.

Pergunte-se:

  • Onde essa cena está no desenvolvimento do herói e como ela ajuda isso?
  • Que problemas precisam ser resolvidos nessa cena e o que precisa ser cumprido?
  • Qual a estratégia para resolver os problemas?
  • O desejo de qual personagem (Não precisa ser o herói) vai guiar a cena? E o que ele quer?
  • Como esse desejo se resolve?
  • Quem se opõe a esse desejo?
  • O personagem vai usar um plano direto (dizendo o que quer) ou indireto (fingindo que quer outra coisa) para atingir seu desejo? Um plano direto trás conflito pra cena, um indireto é mais engenhoso mas traz menos conflito agora, porém pode fazer gerar mais conflito no futuro.
  • Como o conflito da cena chega ao seu final?
  • Qual é o twist ou revelação que vai acontecer?

Comece a cena o mais tarde possível!

Complex or Subtext Scenes (Cenas com Subtexto)

Subtexto é quando os personagens não dizem o que realmente querem. Mas como escrever isso?

Personagens que falam com subtexto geralmente estão com medo, com dor, ou envergonhados de dizerem o que realmente querem. Se você quer conflito máximo não use subtexto.

Uma cena com subtexto é baseada em desejo e plano. Para conseguir faça:

  • Dê a vários personagens um desejo escondido. E esses desejos devem estar em conflito uns com os outros. Ex: A está apaixonado por B que está apaixonado por C.
  • E eles usam um plano indireto. Eles tentam enganar uns aos outros.

Dialogue (Diálogo)

Diálogo é umas das ferramentas de escrita mais entendidas de forma errada!

Diálogo não é uma conversa real, é linguagem altamente seletiva que soa como se fosse real. Bom diálogo é sempre mais inteligente, sagaz, mais metafórico e melhor argumentado do que na vida real. Até mesmo o personagem mais besta ou sem educação deve falar no máximo que ele seria capaz.

Em diálogo temos 3 tracks: Diálogo da história, diálogo moral e palavras e frases chave.

Track 1: Story Dialogue (Diálogo com História)

É a história expressada através da fala.

  • Personagem 1 (líder da cena) fala seu desejo.
  • Personagem 2 fala contra o desejo.
  • Personagem 1 reponde usando um plano direto ou indireto para conseguir o que quer.
  • Conversa esquenta, terminando com palavras de raiva ou de resolução.

Uma técnica avançada é começar com diálogo sobre a ação e terminar com diálogo sobre as pessoas. Começa falando sobre o que eles querem e caminha para “Você é <alguma coisa>”. Isso geralmente é bom nas cenas chave da história.

Track 2: Moral Dialogue (Diálogo Moral)

Fala sobre ações certas ou erradas, e sobre valores ou sobre o que faz a vida ser valiosa.

Isso provê profundidade. Pois não é sobre os eventos da história, é sobre as atitudes dos personagens perante os eventos.

  • Personagem 1 propões ou faz uma ação.
  • Personagem 2 diz que essa ação prejudica alguém.
  • Cena continua com ataques e defesas sobre a ação.

Isso compara não apenas duas ações, mas sim dois modos de viver.

Track 3: Key Words, Phrases, Taglines, and Sounds – Repetition, Variation, and Leitmotif (Palavras e Frases Chava – Repetição e Variação)

São palavras que carregam um significa especial, simbólico ou temático.

Pra isso funcionar os personagens precisam repetir as palavras mais vezes do que o normal.

Uma tagline é uma frase que você repete várias vezes e cada vez tem um significado um pouco diferente, até que vira a assinatura da história. Como “May the Force be with you” ou “Eu vou fazer uma proposta que ele não pode recusar”

Scenes (Cenas)

The Opening Scene (Cenas de Abertura)

É a cena mais difícil de escrever, pois é a fundação de todos os personagens e ações da história. Ela precisa dizer do que a história se trata. E precisa ser uma minihistória por si só.

Scene-Writing Technique: The First Sentence (A Primeira Frase)

A primeira frase de uma história deve mostrar sobre o que é a história, precisa ter poder dramático e algum tipo de punch.

Values in Conflict (Valores em Conflito)

Drama bom não é duas pessoas batendo as cabeças e sim a batalha de valores e ideias.

O segredo é não discutir os valores diretamente, a discussão tem que estar em cima de curso de ação em particular.

Em It’s a Wonderful Life tem uma cena em que eles discutem sobre como pessoas vivem abaixo de lideranças, mas falam sobre isso através do ato de fechar ou não o banco e relacionam isso com a morte do pai do herói. E isso não soa político ou filosófico.

Em Shadow of a Doubt, tem uma cena na mesa onde o assassino justifica pq mata todo mundo. E ele fala explicando uma lógica que parece que faz sentido.

Monologue (Monólogo)

Mostra a verdade e emoção através do conflito que a pessoa tem com ela mesma.

É uma minihistória dentro da mente do personagem. É uma miniatura do conflito central do personagem.

O monólogue deve ter os 7 passos e terminar com uma palavra ou frase chave.

Closings Scenes (Cenas Finais)

Checkhov falou que os 90 últimos segundos são os mais importantes em qualquer peça.

A cena final deve ser uma miniatura de toda a história, realçando o tema e mostrando que o que aconteceu com os personagens não é só ali, é como é no mundo todo.

Deve terminar com uma palavra ou frase chave.

Masterpieces of Scene Construcion (Construção de Cena Exemplar)

A primeira cena entre Rick e Louis em Casablanca é genial, assim como a última cena deles também.

Writing Scenes – Writing Exercise 9 (Exercício de Escrita 9)

Exercícios com o que foi mostrado no capítulo.


Leia o resumo do próximo capítulo:
The Anatomy of Story – Chapter 11 – The Never-Ending Story (A História que Vive para Sempre) – Resumo

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